Igreja e Museu da Misericórdia do Porto

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Ganhei um bilhete para o Museu da Misericórdia do Porto quando, num domingo muitíssimo chuvoso, fui a uma das visitas de autor do professor Germano Silva, pela Rota dos Peregrinos, organizada pelo próprio museu. Passou a época dos exames apertada e lá fui eu com o Manel. Veio passar uns dias ao Porto, a verdade é que desde que me conheceu que lhe calha, todos os meses, a sorte de vir à cidade mais bonita do mundo. 

Da  Misericórdia do Porto só conhecia a fachada da Igreja e os seus azulejos que, de tão simples e já com o sabor da idade a falar mais alto, fazem da Rua das Flores uma das preferidas da cidade. O museu conta a história da Santa Casa da Misericórdia do Porto, instituída em 1502, e a sua profunda acção a favor dos que mais precisam. É uma viagem pelas Obras da Misericórdia, através dos vários benfeitores, dos muitos hospitais fundados, dos objectos destes que foram, também, auxílio e meio de ajuda ao outro. O museu, também, é um lugar de exposição de muitos objectos litúrgicos. Faltou a fotografia mas fica na memória um cálice feito das muitas alianças de casamento derretidas dos casais benfeitores. Um espaço onde pudemos conhecer um bocadinho melhor a nossa cidade - sim, também já é um bocadinho do Manel - e a Santa Casa que fez dela um lugar mais aberto aos outros, uma cidade que estende as mãos e os braços para abraçar. 

Terminámos a visita na Igreja. Da Igreja não posso não voltar a falar dos azulejos. Desta vez, são os que revestem o seu interior. Igualmente bonitos e simples. Acho que é por isso que gosto tanto deles, porque quase que os vejo a serem pintados por alguém mesmo ao meu lado, aqui na minha cidade. 















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